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Como as Memórias são Formadas.
Fonte: http://www.pnl.med.br/site/memorias_art.htm
Pensamos, sentimos, nos movimentamos e experienciamos a vida (estimulação sensorial). Todas as experiências são registradas no cérebro. Elas são priorizadas pelo valor, significado e utilidade pelas estruturas e processos cerebrais. Muitos NEURÔNIOS individuais são ativados. Os neurônios transmitem as informações para outros neurônios, via reações elétricas e químicas. Estas conexões são reforçadas pela repetição, pelo repouso e emoções. Memórias duradouras são formadas.
32 ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A MEMÓRIA
1. Pratique regularmente técnicas de relaxamento Uma das maneiras mais eficazes de melhorar a memória pode ser relaxar conscientemente todos os músculos antes de aprender alguma coisa nova. Parece que o relaxamento muscular reduz a quantidade de ansiedade freqüentemente sentida por um pessoa tentando aprender algo novo. Em uma pesquisa na Universidade de Stanford, um grupo voluntário de 39 homens e mulheres (de 62 a 83 anos), foram divididos em dois grupos para fazer um programa de melhoramento de memória conduzido. Antes de começarem um curso de 3 horas de treinamento da memória, um dos grupos foi ensinado a relaxar seus grandes grupos musculares, enquanto o outro grupo foi, simplesmente, exposto a uma palestra sobre como melhorar sua atitude perante o envelhecimento. Os resultados do experimento mostraram que o grupo que foi instruído nas técnicas de relaxamento teve um desempenho 25% melhor que o outro grupo para lembrar o que aprendeu (nomes e rostos).
2. Ouça música clássica Na Universidade da Califórnia, o Dr. Frances Rauscher e o Dr. Gordon Shaw, demonstraram em experimentos conduzidos no início dos anos 90, que pessoas expostas à música clássica, especialmente Mozart, de.monstravam um significante reforço nas habilidades de raciocínio espaço-temporal. Essa descoberta, rapidamente apelidada de “Efeito Mozart” tem despertado um grande interesse. Alguns eruditos, incluindo Don Campbell, autor do livro O Efeito Mozart, acredita que ouvir músicas clássicas pode também ajudar a memória e o aprendizado; no entanto, esta premissa ainda não foi comprovada empiricamente.
3. Valorize o poder das estórias Nossa memória semântica vive num mundo de palavras. Ela é ativada por associações, similaridades ou contrastes. Estórias provêm um esquema ou script para ligar ou ancorar informações na nossa memória. Imagens concretas engajam nossas emoções e senso de significado fornecendo um contexto e pista para a nova informação. Contar estórias tem sido uma tradição nas culturas antigas para passar as lembranças e memórias de uma geração para a outra. 4. Apoie-se em estratégias mnemônicas Adquira o hábito de usar ferramentas mnemônicas regularmente. Codificar sua memória de uma maneira sistemática é a melhor maneira de ter certeza que você vai lembrar. Algumas pesquisas demonstraram que pessoas que usam mnemônicos aprendem 2 ou 3 vezes mais do que aqueles que confiam nos seus hábitos normais de aprendizagem. 5. Escreva o que você quer se lembrar em detalhe Há muito tempo, diários, catálogos, jornais e transcrições têm sido reconhecidos de grande ajuda para assegurar uma memória acurada. Escrever a descrição de uma experiência, imediatamente após ela ter acontecido, é a melhor maneira de lembrá-la em detalhes. Caixas de banco são treinados para fazer isto imediatamente após um assalto. Mesmo antes deles fazerem um relato para a polícia, já que pode ocorrer uma distorção de memória, por exemplo, simplesmente pela maneira como o policial faz uma pergunta ou por um comentário ouvido ao acaso. É exigido pela Marinha que os comandantes dos navios mantenham um diário de bordo da viagem. Além de deixar uma gravação sem contaminação, o ato de escrever, por si só, melhora a memória. Por isso é aconselhável escrever ou reescrever anotações de estudos e resumir um tópico com suas próprias palavras. 6. Organize seu pensamento Impor uma ordem física na informação ou dar a ela uma estrutura lógica faz com que ela fique mais fácil de lembrar. Se você deseja se lembrar dos mamíferos da América do Sul, por exemplo, agrupe-os por cor, habitat, tamanho, a letra com que eles começam ou a ordem na cadeia alimentar. Organizar as informações para o cérebro pode fornecer um ponto de referência imediato para o seu resgate. 7. Use movimento para engajar o sistema corpo/mente O movimento reforça a memória por fornecer uma âncora ou estímulo externo para conectar com o estímulo interno. Se você quer lembrar que “hola” significa olá em espanhol, toque sua boca com a ponta de seus dedos (como o gesto italiano para bom) e diga “hola”. Você acabou de associar um gesto físico conhecido com uma nova palavra. Quando você repetir o movimento lembrará da palavra. Pesquisas recentes sugerem que os NÚCLEOS DA BASE e o CEREBELO, duas áreas cerebrais que se pensava anteriormente estarem relacionadas apenas com o controle do movimento muscular, são importantes também na coordenação do pensamento. O movimento inicia o processo de memória exatamente como o sabor, cheiro e a visão o fazem. 8. Mantenha padrões de boa saúde Saúde comprometida, incluindo condições não graves como gripe ou pressão alta, podem atrapalhar a memória. Um estudo demonstrou que num período de mais de 25 anos, homens com pressão alta perderam até duas vezes mais a habilidade cognitiva quando comparados com os de pressão normal. Por outro lado, um estudo da Universidade da Califórnia do Sul demonstrou que pessoas na faixa dos 70 anos tinham menos probabilidade de sofrer declínio mental durante um período de 3 anos se eles se mantivessem fisicamente ativos. Sono e nutrição adequados e enriquecimento mental desempenham um papel-chave num estilo de vida com corpo/mente/memória saudáveis. 9. Quando sua memória lhe escapa, investigue-a Você pode investigar uma memória “perdida” retraçando seus passos, passando pelo alfabeto para ver se uma letra sugere uma pista, recapturando o humor em que você estava quando a memória foi formada ou, simplesmente, pensando sobre o contexto da memória que está tentando re-acessar. 10 - Use estratégias de ligação Para relembrar itens de uma lista, ligue-os com uma ação imaginária. Por exemplo, visualize-os chocando-se, ficando grudados ou agindo como amigos. Coloque os itens abaixo, acima, dentro ou ao lado um do outro. Coloque-os dançando, conversando ou jogando juntos. Mesmo os antigos reconheciam a importância de ligar informações de forma a usar a imaginação e a ordem, muito tempo antes de nós termos evidências objetivas de que o lado esquerdo do cérebro se lembra de uma forma seqüencial, enquanto o lado direito se lembra de cor, ritmo, dimensões e abstrações. As ligações podem ser engraçadas, não reais ou ridículas; elas não têm que ser realistas ou razoáveis. Seja como for, você se lembrará com mais facilidade de uma associação concreta e orientada para a ação do que de uma associação abstrata. 11. Desafie a si mesmo O cérebro produz substâncias químicas chamadas NEUROTRANSMISSORES que carreiammensagens entre as células responsáveis pela memória. A disponibilidade de tais neurotransmissores, incluindo a substância química construtora da memória, a ACETILCOLINA, parece aumentar nos cérebros que estão freqüentemente acostumados a enfrentar problemas e a resolver desafios. Estudos importantes conduzidos no final dos anos 60 pela Dra. Marian Diamond na Universidade da Califórnia em Berkeley, demonstraram que ratos colocados em ambientes enriquecidos desenvolveram uma rede mais complexa de dendritos do que ratos não desafiados. Talvez, isso ocorra porque pessoas com QIs altos, freqüentemente, têm um desempenho melhor nos testes de memória: Eles tem mais “ligações de memória” ou circuitos neurais disponíveis, demonstrando o efeito bola de neve da memória e o papel de ambientes enriquecidos. 12 - Durma adequadamente Falta de sono, especialmente durante a fase de sonho (REM), pode reduzir a habilidade da pessoa de lembrar aprendizagens complexas. Uma pesquisa na Universidade de Lilly mostrou que a mente realmente depende do sono para reter na memória tarefas difíceis. Sonhos podem, de fato, servir como um reforço para a aprendizagem e lembrança; bem como um meio para processar as emoções – separando o joio do trigo – e eliminando as informações desnecessárias dos circuitos sobrecarregados de sua memória. Alguns cientistas afirmam que uma redução de apenas 2 horas de sono pode atrapalhar a habilidade para lembrar coisas no dia seguinte. 13 - Coma alimentos leves, coma adequadamente e tome muita água Prefira alimentos com baixo teor de calorias e gorduras. Os cientistas demonstraram que pessoas que fizeram uma refeição pesada de 1000 calorias antes de fazer teste de habilidade mental, cometeram 40% mais erros do que um grupo de pessoas que fizeram uma refeição leve de 300 calorias. Alimentos com baixo teor de gordura e alto teor de proteína são: galinha (sem pele), peixe, crustáceos e carne magra. Vegetais com baixo teor de gordura e bom teor de proteína são ervilhas e feijões. Produtos lácteos com baixo teor de gordura são queijo tipo Minas e cottage, leite desnatado e alimentos à base de soja. Tomar boa quantidade de água durante o dia ajuda a digestão, a respiração, aumenta a capacidade do sangue de carrear oxigênio e mantém a saúde das células. 14 - Exponha-se a estímulos novos Alguns estudos mostram que as pessoas lembram melhor de coisas que são novas para os seus sentidos. Os estímulos não familiares podem desencadear a liberação de neurotransmissores que reforçam e ajudam na fixação da memória. 15 - Envolva as emoções As emoções têm um tratamento privilegiado no nosso sistema de memória cerebral. Os estudos sugerem um aumento da memória para os acontecimentos associados com grandes emoções. As emoções negativas parecem ser lembradas mais facilmente, mas todas as experiências carregadas emocionalmente são mais facilmente lembradas que as neutras. “Eu não consigo memorizar as palavras sozinhas; tenho que memorizar os sentimentos e emoções”. Marilyn Monroe 16 - Divida as informações, especialmente os números As informações são mais fáceis de serem lembradas quando quebradas ou divididas em padrões significativos; por essa razão, o número de telefone, CPF, número da conta bancária etc são divididos em subgrupos de 3 ou 4 dígitos. 17. Use rimas, acrônimos e acrósticos 18. Enfatize a memória dependente do estado O que se aprende em um determinado estado mental ou circunstância externa, será melhor lembrado no mesmo estado ou circunstância. Então, se você toma café enquanto estuda para o teste, esteja preparado para tomar café durante o teste. Da mesma maneira, eventos tristes são mais facilmente lembrados quando você está triste e eventos alegres quando você está alegre. 19. Use sua modalidade preferencial de memória Determine qual é a sua modalidade preferencial de memória e apoie-se nela. Aprendizes visuais beneficiam-se de fazer listas e desenhos. Aprendizes auditivos beneficiam-se em falar a respeito do que estão aprendendo e criar rimas e gingles. Todos nós somos aprendizes cinestésicos, o que significa que a nossa capacidade de aprender vai aumentar à medida que tocamos e manuseamos as coisas. Portanto, experimentos e experiências reais, excursões, movimentos e artes são extremamente benéficos para o processo da memória. 20. Interaja com o material para aumentar o significado Dê significado à informação que você deseja lembrar encontrando uma relação entre o aprendizado novo e o anterior. Faça julgamentos pessoais a respeito dele e você dramaticamente aumentará suas chances de lembrá-lo. Resuma, reafirme, faça perguntas, desenhe, marque, dramatize, cante, faça uma piada sobre ele, manipule, discuta, faça um mapa mental. estudos sugerem um aumento da memória para os acontecimentos associados com grandes emoções. As emoções negativas parecem ser lembradas mais facilmente, mas todas as experiências carregadas emocionalmente são mais facilmente lembradas que as neutras. “Eu não consigo memorizar as palavras sozinhas; tenho que memorizar os sentimentos e emoções”. Marilyn Monroe 16 - Divida as informações, especialmente os números As informações são mais fáceis de serem lembradas quando quebradas ou divididas em padrões significativos; por essa razão, o número de telefone, CPF, número da conta bancária etc são divididos em subgrupos de 3 ou 4 dígitos. 17. Use rimas, acrônimos e acrósticos 18. Enfatize a memória dependente do estado O que se aprende em um determinado estado mental ou circunstância externa, será melhor lembrado no mesmo estado ou circunstância. Então, se você toma café enquanto estuda para o teste, esteja preparado para tomar café durante o teste. Da mesma maneira, eventos tristes são mais facilmente lembrados quando você está triste e eventos alegres quando você está alegre. 19. Use sua modalidade preferencial de memória Determine qual é a sua modalidade preferencial de memória e apoie-se nela. Aprendizes visuais beneficiam-se de fazer listas e desenhos. Aprendizes auditivos beneficiam-se em falar a respeito do que estão aprendendo e criar rimas e gingles. Todos nós somos aprendizes cinestésicos, o que significa que a nossa capacidade de aprender vai aumentar à medida que tocamos e manuseamos as coisas. Portanto, experimentos e experiências reais, excursões, movimentos e artes são extremamente benéficos para o processo da memória. 20. Interaja com o material para aumentar o significado Dê significado à informação que você deseja lembrar encontrando uma relação entre o aprendizado novo e o anterior. Faça julgamentos pessoais a respeito dele e você dramaticamente aumentará suas chances de lembrá-lo. Resuma, reafirme, faça perguntas, desenhe, marque, dramatize, cante, faça uma piada sobre ele, manipule, discuta, faça um mapa mental. 21. Desenvolva a sua acuidade sensorial A maioria das pessoas com boa memória tem boa percepção sensorial e sensibilidade. Quando você quer lembrar alguma coisa, faça uma pausa por um momento, se ligue e note (internamente ou externamente) o que quer lembrar a respeito da experiência. 22. Desenvolva uma atitude mental positiva Troque a atitude de autocrítica como “Estou ficando muito velho para lembrar coisas como essas” para afirmações como “Se eu aplicar uma mnemônica para essa informação, aposto que posso lembrá-la”. Examine as suas dúvidas e bloqueios mentais. A maioria deles foi estabelecida sem uma base real ou produtiva quando você era muito jovem. 23. Pratique uma ação imediata Procure fazer as coisas quando você se lembra delas. Se você quer dar um telefonema, faça-o agora. Se isso for impossível, faça um lembrete: deixe uma mensagem na secretária eletrônica, escreva um bilhete ou deixe o telefone celular num lugar visível. 24. Faça revisões intervaladas Informações que são revisadas em 1 hora, 1 dia, 1 semana e 1 mês após o aprendizado inicial serão lembradas. Quanto maior a exposição de tempo a um conceito ou habilidade, mais firmemente ele será embutido na sua memória. O velho ditado a prática leva à perfeição, não valoriza muito a necessidade do corpo por feedback e correção no processo de aprendizagem. Faça revisões freqüentes como parte da sua rotina de aprendizagem. 25. Dê ao seu cérebro uma injeção de glicose A glicose, um dos 3 açúcares simples (os outros 2 são frutose e galactose) é a fonte primária de energia para o cérebro. Se a glicose não estiver disponível na corrente sangüínea, o cérebro não pode operar com a sua eficiência máxima. Alguns estudos concluíram que ingerir açúcar durante ou logo antes de um novo aprendizado melhora a lembrança do novo material. Mais especificamente, a glicose é o componente do açúcar que provê este benefício. O perigo, porém, é comer muito açúcar. Algumas pesquisas relacionaram dietas muito ricas em açúcar com hiperatividade, dificuldade de aprendizagem, com obesidade e outros problemas. Bebidas diet que contêm aspartame não devem ser consumidas. Alguns problemas de saúde foram relacionadas com esse aditivo químico. A stévia, no entanto, não tem efeitos colaterais e parece ajudar no metabolismo do açúcar. 26. Faça exercícios regularmente Além de melhorar a sua força física, os exercícios físicos ajudam a manter a sua memória funcionando bem ao assegurar um suplemento saudável de sangue e oxigênio no cérebro. Eles também estimulam a liberação de endorfinas (neurotransmissores do prazer), que aumentam a alegria, que é um ótimo precursor para uma boa aprendizagem e boa retenção. 27. Evite sedativos e substâncias que induzem sonolência Tudo que seda o cérebro incluindo álcool, benzodiazepínicos (usados para tratar ansiedade) e muitas drogas “recreacionais” impedem o cérebro e a memória de trabalharem com eficiência máxima. Se você quer relaxar, coma alimentos ricos em carboidrato, que estimulam a produção de triptofano e agem como um sedativo natural. 28. Lembre-se do princípio: início e fim Preste atenção redobrada às informações apresentadas no meio de uma sessão de aprendizagem, devido à tendência natural do cérebro de lembrar, com mais facilidade, o que é apresentado no início e no final. 29. Tome consciência dos seus ritmos ultradianos Nossa mente e nosso corpo operam na base de um ciclo de atividade-repouso de 90 a 120 minutos. Esse ciclo é conhecido como ritmo ultradiano. Nosso desempenho mental, bem como outras funções como sono, controle de estresse, dominância cerebral e atividade do sistema imunológico, estão diretamente ligadas a esse ciclo básico. Para aumentar o desempenho da memória nós precisamos prestar atenção às variações nos nossos ritmos ultradianos. As tarefas que exigem muita demanda, devem ser realizadas quando estamos na fase ascendente do ciclo. As tarefas que exigem menos demanda física ou mental podem ser realizadas quando estamos na fase descendente. 30. Use a imaginação ativa Visualizar informações abstratas com imagens concretas é a base para muitas ferramentas mnemônicas. Uma estratégia que incorpora o uso da imaginação é tirar uma foto imaginária de algo que você queira lembrar: focalize, dispare e diga “essa lembrança vale uma comemoração”. Uma outra maneira é visualizar algo tranqüilizante e desejável que ajuda a relaxar. Um estado de relaxamento alerta é o melhor para aprender. O uso de imagens tem mostrado mudanças na química corporal e nos dá mais controle corpo-mente. Dê à imaginação permissão para criar maneiras divertidas, bem humoradas, absurdas e surreais. Essas imagens terão o poder de permanecer. Faça-as coloridas, em 3 dimensões, em movimento, orientadas para a ação, realistas ou ficcionais. A imaginação é só sua. O que chega a ela é organizado e, portanto, uma poderosa pista para recuperá-la mais tarde. 31. Use locais como cabides Associe o que você quer lembrar a partes de seu corpo ou cômodos da sua casa. Faça isso: determine dez coisas que você queira lembrar e associe a primeira da lista ao topo da sua cabeça. Desça para os olhos, nariz, boca, garganta, peito, barriga, nádegas, quadris, coxas etc, ligando pedaços da informação a cada local com uma associação imaginativa. Quando você quiser lembrar de cada informação os locais serão um gatilho para a memória. 32. Dê ao seu cérebro tempo para descansar Para funcionar bem, o cérebro precisa de descanso para a consolidação da memória. Se não der ao cérebro um descanso, com intervalos regulares, você pode continuar a estudar, mas tem grande chance de diminuir muito o rendimento da aprendizagem. O tempo de descanso é imperativo e varia em número de vezes e extensão, dependendo da complexidade e da novidade da informação, bem como da experiência prévia da pessoa com a informação. Uma regra boa é fazer de 3 a 10 minutos depois de cada 10 a 50 minutos de estudo ou aprendizagem. |
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POR QUÊ DANÇAMOS?
A dança nasceu junto com o Universo uma vez que o ritmo é o elemento fundamental que domina o movimento cósmico. A palavra dançar (do grego orce-ormai) é derivada de or-umi cujo significado é fazer levantar, despertar, fazer nascer. A dança está presente em todas as culturas porque é parte essencial da vida dos povos. Ela é ao mesmo tempo manifestação e celebração da integração Homem-Natureza e expressão da vida em comunidade, pois é também através da dança e do canto que o Homem se afirma como membro de uma sociedade que o transcende. Nas danças de roda está presente um dos mais poderosos símbolos da humanidade - o círculo - que representa a totalidade no tempo e no espaço. De acordo com o Dicionário de Símbolos, a roda é “um símbolo do deslocamento, da libertação das condições do lugar e do estado espiritual que lhe é correlativo... e inscreve-se no quadro geral dos símbolos de emanação-retorno, que exprimem a evolução do universo e da pessoa”. Na roda ficamos lado a lado como elos de uma corrente, e o ritmo se encarrega de colocar-nos em sintonia, facilitando a livre circulação de energia. Sub-ritmos desconhecidos conduzem a padrões de movimento diferentes daqueles a que estamos acostumados no cotidiano e por isso facilitam o surgimento de novos padrões mentais. Aos poucos passamos a movimentar não apenas nossos corpos, mas idéias e energia de nosso espaço interior, flexibilizando não somente as articulações, mas sobretudo nossas reflexões. Nossa habitual forma retilínea de pensar vai tomando uma forma mais “arredondada”, crescendo em espiral. A forte percepção do “eu” vai-se integrando à percepção do todo A dança em grupo é naturalmente de inclusão, onde mais importante que apresentar uma performance correta, é ser acolhido e entrar no ritmo. Além de harmonizar as pessoas através do ritmo, a dança de grupo traz uma enorme alegria consciente que abre espaço à tolerância, benevolência e aceitação do outro e das diferenças, que são exatamente o tipo de energia de que o mundo tanto precisa. Foi dito uma vez que tudo que se modificou profundamente mudou primeiro na consciência de cada ser humano. A Física contemporânea comprova através de sofisticados recursos que “tudo é um”. Assim, a transformação de energia que a dança de roda proporciona em cada grupo pode ajudar até mesmo a transformar o mundo. Cada roda pode ser mais uma no caminho em direção à formação da massa crítica que pode desencadear uma transformação global. A alegria que brota da dança é oriunda do “dom” por ela ativado. Dom que significa virtude, poder, dádiva, qualidade natural e inata de cada ser humano. Despertamos o dom dançando e dançamos porque
“Dançar é mover o dom”. (Bill T. Jones)
Elizabeth Lospenato Bastos Fisioterapeuta Especialista em Saúde do Idoso (ENSP/Fiocruz) / Ministrante e Vice-coordenadora Nacional da Dança Sênior
Referências bibliográficas: · História universal da Dança – Curt Sachs · Danças Circulares Sagradas - Uma Proposta de Educação e Cura- Renata C. L. Ramos(org.) · Dicionário de Símbolos – Jean Chevalier e Alain Gherbrant · Novo Dicionário Aurélio – Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
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Música/Ritmo/Movimento
Torna-se difícil definir essas nomenclaturas em apenas algumas linhas, mesmo porque inúmeros livros podemos encontrar a respeito delas e várias são as formas de defini-las. Como nosso objetivo não é o estudo aprofundado de cada uma delas, mas sim, suas ligações com a dança, faremos neste texto um apanhado de escritos que nos esclareçam seus determinantes e nos auxiliem para o ensino da dança. Música - A música é um fenômeno corporal de grande receptividade. Mesmo antes de nascer ainda no ventre da mãe a criança já entra em contato com o universo sonoro: vozes de pessoas, sons produzidos por objetos, sons da natureza, dos seres vivos, do acalanto de sua mãe e outros. É muito grande a influência que a música exerce na criança. Podemos notar num bebê que ao mínimo som se movimenta, que a música estimula suas funções sensoriais e afetivas. E é por esse motivo que a música deve fazer parte da nossa proposta educacional, sem levar em conta seu fator estimulante, pois é muito bom dançar com música, a criança canta, dança e se movimenta; se realiza. A música sempre esteve ligada a vida do homem. O homem primitivo já dançava, e para dançar, além dos instrumentos que eles utilizavam para emitir o som e formar a música eles cantavam. A música era vista em diferentes enfoques: ora arte, ora magia ou até mesmo ciência, mas sua função mística desempenhava diferentes papéis em diversas culturas e épocas. No período Colonial e Império a música brasileira seguia os padrões da música européia pela influência política da época. Com as transformações sociais e políticas no final do século XIX, a nossa música começou a emergir e a ganhar um espaço de caráter nacionalista, um caráter brasileiro com ritmos de influência africana, européia e ameríndia. Porém, o conceito de música varia muito de cultura para cultura, pois cada povo tem suas tendências e maneira de se expressar. Mas independente da cultura que faça parte, a música possui elementos básicos que se faz necessário conhecermos para poder estarmos melhor adequando as atividades ao ministrar nossas aulas de dança. Harmonia - Sucessão simultânea e combinada de sons, adequados a um ritmo e a uma melodia. A harmonia realça o sentimento que o compositor expressou ao compor a música. Ela define a melodia e aperfeiçoa o som. Melodia - Possibilita que reconheçamos a composição executada. É representada pela figuras e símbolos musicais que determinam o andamento, a tonalidade e a intenção melódica do compositor. Ritmo - O ritmo faz parte de tudo que existe no universo, é um impulso, o estímulo que caracteriza a vida. Ele se faz presente na natureza, na vida humana, animal e vegetal, nas funções orgânicas do homem, em suas manifestações corporais, na expressão interior exteriorizada pelo gesto, no movimento qualquer que seja ele. São combinações infinitas, possuem diferentes durações e ou combinações variadas em diferentes formas de movimento, alternando-se com inúmeras formas de repouso. Na música o ritmo é determinado pela melodia e pode ser lento, moderado ou acelerado. Para podermos dançar ou cantar uma melodia precisamos compreender as variações rítmicas que podem ocorrer. Podemos estimular o ritmo na criança através de batidas de palmas, assobios, estalos de dedos, bater as mãos nas coxas, etc. Toda criança é dotada de ritmo que se manifesta antes mesmo do nascimento, cabe ao professor aperfeiçoar esse ritmo e adaptá-lo em inúmeras oportunidades. Um aspecto que vale a pena frisar é de que alguns professores costumam classificar uma criança com dificuldade de acompanhar uma seqüência rítmica como sendo arrítmica, e na verdade o que acontece muitas vezes é a não compreensão da frase melódica e não sintomas de arritmia O ritmo possui dois fatores que determinam sua variação, são eles: Intensidade e duração, e também uma ordem - a métrica. Intensidade - distinção de forte e fraco. Normalmente acentuamos a primeira ou a última figura musical de um agrupamento rítmico. Duração - é quando a intensidade forte ou fraca soa por um determinado tempo. Figuras musicais com menor duração, ritmo acelerado; figuras musicais com maior duração ritmo lento e com moderada duração. Métrica - É a ordem e a medida do ritmo, representada pelos compassos binários, ternários, quaternários e pelas figuras musicais que preenchem esses compassos. O compasso binário é representado pelo número fracionário designado de símbolo musical 2/4 e equivale a dois tempos na frase melódica; o compasso ternário (3/4 - três tempos); o compasso quaternário (4/4 - 4 tempos) Movimento - Tudo o que vive tem movimento, ele é a mais pura expressão da existência da vida. Os seres vivos necessitam do movimento para sobreviver. O movimento no homem determina a ação corporal que é representada pela expressão da corporeidade. Através dela, o homem se comunica, se alimenta, trabalha, enfim, vive. Podemos considerar o movimento como uma alteração do corpo em diversos segmentos do espaço, também como, uma característica de todo ser vivo, seja ele animal ou vegetal. Através do movimento podemos expressar o ritmo, dançar a melodia e se entregar na harmonia. Ele é a materialização do corpo na conduta humana e o feixe de onde saem as ações concretas do pensamento. É a partir do movimento que podemos perceber as primeiras realizações das crianças e a manifestação do desenvolvimento do sistema perceptivo-sensório-motor. A música tem uma influência muito grande no movimento. E há quem diga que o movimento e a música caminham juntos. Um completa o outro. Dançar sem música não libera os estímulos espontâneos e ouvir uma música e não se movimentar é quase impossível, pois as ligações das raízes dos nervos auditivos estão largamente espalhadas pelo nosso corpo e são mais longas que quaisquer outros nervos. Possuímos alguns fatores básicos no movimento - tempo, espaço, fluência, peso. Tempo - numa seqüência de movimentos o tempo é resultante da combinação de unidades de tempo representada pelos símbolos musicais. Sendo que estes possibilitam a formação de um compasso musical, podendo ser ele, lento, moderado ou rápido. No tempo, encontramos a pausa, que é a interrupção do tempo num compasso musical. A pausa tem a mesma duração da unidade de tempo equivalente. Está associada à métrica, faz parte do compasso, ou pode preencher um compasso inteiro. A pausa corresponde a um momento de silêncio na música. No movimento um momento de estática. A duração da pausa está associada à métrica, faz parte do compasso, ou, pode até preencher um compasso inteiro. Espaço - É o trajeto percorrido pelo movimento, onde se inicia seu percurso e onde termina. Dentro do espaço encontramos a cinesfera - que é o espaço individual do corpo que se movimenta. Seu limite de alcance é determinado pela extensão ou flexão dos membros superiores e inferiores podendo ser com ou sem deslocamento. Fluência - é a ligação sem interrupção entre um movimento e outro Peso - Pode ser forte ou pesado, ele é a energia do movimento e analisa o movimento em termos da quantidade da força utilizada para realizá-lo.
Fonte: Internet Profª Ms. Érica Verderi - FEFISO/ACM
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Contribuição de Maria Lúcia Vasone Lagonegro
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A Linguagem do Envelhecer Beatriz Ferriolli
Fonte: www.jperegrino.com.br/Antroposofia/textos_antroposofia.htm.
Parece difícil afirmar que podemos aprender a envelhecer em um mundo onde a beleza, juventude e dinamismo são esferas dominantes. Ao ler o último artigo do Dr. Paulo Neves Júnior (Jornal Peregrino das Letras de junho/2007), fiquei refletindo a respeito das questões aventadas por ele sobre a depressão na sociedade atual e percebi a estreita relação entre essa temática e a do envelhecimento. Gostaria de contemplar, neste momento, de que maneira, enquanto profissional da área da saúde e educação, percebo a construção histórica do envelhecer. Já em nossa infância, aprendemos a envelhecer observando nossos pais, tios e avós, pois estas são as gerações que, através de seus hábitos e costumes, nos transmitem parte de sua história e cultura, a qual irá permear nosso espírito disciplinando nosso querer. Quando viajamos para cidades pequenas ou lugarejos, percebemos que tradições são passadas de gerações para gerações e guardadas como jóias raras, verdadeiras preciosidades. As tradições são transmitidas não só através do fazer, mas também da linguagem oral, pois contar casos, histórias de família, cantigas são formas de deixar para as gerações mais jovens condutas, práticas e costumes que alicerçam o Eu e, portanto, lhes dão segurança. Infelizmente, na atualidade, hábitos e costumes não têm sido preservados e nem mesmo valorizados pelos mais jovens. Afinal, quem pode concorrer com fastfoods, “enlatados da televisão” ou raves? Na sociedade contemporânea o que é mais valorizado é o consumismo, o imediatismo, não perder tempo, ser produtivo e ganhar dinheiro para mais consumo. Nossos avós e suas tradições não conseguem perpetuar seu espaço em um mundo como esse e os jovens não aprendem a valorizar tal linguagem. Por outro lado, as gerações mais velhas também não querem envelhecer, pois não reconhecem qual espaço poderão ocupar. Esta é uma época do “conservar-se sempre jovem”. O mundo atual não construiu um lugar valorizado para aquele que envelhece, pois se deve envelhecer com qualidade, disciplina e espiritualidade. Se por um lado, os jovens não são receptivos para com os ensinamentos dos mais velhos, esses últimos, muitas vezes, tornam-se rígidos, desconfiados e autoritários. Tais condutas demonstram uma inflexibilidade e cristalização do pensar o que pode contribuir, ainda mais, para as doenças degenerativas. O que fazer então para atingirmos um “meio-termo”? Verificamos que as escolas, de um modo geral, ensinam disciplinas para que os estudantes sejam produtivos no mundo, mas não preparam as crianças e jovens para uma vida feliz. Não há felicidade sem família e amigos! A linguagem da felicidade é compartilhar, valorizar, repartir tudo o que temos, e esta deveria ser também a linguagem da juventude e do envelhecer, cada um em seu tempo pode contribuir para sensibilizar o outro e o mundo, pois todos sabem uma história, um conto, uma receita, um bordado. Ensinar o que se sabe é deixar o pensamento acordado e a vida pulsando. Os pais deveriam ter um tempo diário para conversar com seus filhos, sejam crianças, jovens ou idosos. Esse jeito de ser abriria uma possibilidade para os filhos compartilharem seus momentos felizes e tristes. Compartilhar é dividir, retribuir, doar. Vocês poderão me perguntar nesse momento: - Afinal, qual é a linguagem do envelhecer? A meu ver é aquela que toca nossa sensibilidade desde que nascemos, é aprendermos a admirar as estrelas, o olhar da criança, um pôr-do-sol, uma música... Mas, principalmente, não ter medo do confronto consigo mesmo, não temer a própria imagem diante do espelho e, parafraseando o conto “O espelho” de Guimarães Rosa, podemos dizer que há um “bendizer” para aquele que consegue se colocar diante do espelho e procura, além das rugas e expressões da idade a sua fisionomia mais pura, a que revela a imagem de sua essência. Mestre, são plácidas Todas as horas que nós perdemos Se no perdê-las, qual numa jarra, Nós pomos flores... Assim saibamos, Sábios incautos, Não a viver, Mas decorrê-la, Tranqüilos, plácidos, Tendo as crianças por nossas mestras, E os olhos cheios de Natureza... O tempo passa. Não nos diz nada. Envelhecemos. Saibamos, quase maliciosos, Sentir-nos ir... Colhamos flores. Molhemos leves As nossas mãos Nos rios calmos Para aprendermos Calma também... (Ricardo Reis)
Beatriz Ferriolli Fonoaudióloga clínica e professora universitária. Especialista em Linguagem, Mestre e Doutora pela FFCLRP-USP. Formação em Antroposofia: Medicina Antroposófica, Quirofonética, Biográfico.
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ENVELHECER COM SABEDORIA
Por Sônia Onofri de Oliveira - BH /MG
Envelhecer faz parte de um processo natural da vida, mas envelhecer com sabedoria é um desafio da contemporaneidade. Vários fatores interferem nesse processo Podemos como profissionais da área da saúde ajudar aos indivíduos a aprender a envelhecer. Além do conhecimento a respeito do que é o envelhecimento, devemos oferecer estratégias efetivas de trabalho para um envelhecer saudável e sábio.
Em minha prática profissional como psicomotricista e como dirigente de grupos de Dança Sênior, tenho observado a importância dessa modalidade de dança e da psicomotricidade como intervenções eficazes na melhoria da qualidade de vida das pessoas no processo de envelhecimento. Considero a Dança Sênior nesse processo, uma atividade psicomotora, pois ela possibilita a expressividade corporal do idoso, o aumento do seu nível de autonomia física e psicológica melhorando o equilíbrio emocional, permitindo a socialização e a capacidade do idoso para adaptar-se a novas situações em sua vida. A Dança Sênior age no corpo do idoso como um canal de comunicação, estimulando ou reorganizando os conteúdos bem específicos da psicomotricidade tais como: lateralidade, coordenação motora, estruturação espacial, orientação temporal, percepção auditiva, visual, sinestésica, tátil. Possibilita o desenvolvimento de capacidades individuais como a movimentação, o equilíbrio estático e dinâmico, entre outros conceitos. Além disso trabalha com muita propriedade conceitos relacionais como a socialização, a afetividade, o prazer de se movimentar, de se relacionar, a disponibilidade corporal, o diálogo tônico corporal e postural, relações interpessoais, etc. Em especial a Dança Sênior se adapta às possibilidades do idoso ajudando-o a manter a saúde na velhice ajustando-se às limitações da idade. A gerontopsicomotricidade, área específica da psicomotricidade, dedicada a trabalhar com o público da terceira idade, prepara o corpo para trocas com o meio e resgata as possibilidades de sua ação expressiva atuando no campo de articulação entre a dinâmica corporal e a estrutura subjetiva do sujeito. Portanto o trabalho da gerontopsicomotricidade associada às coreografias da Dança Sênior tanto as danças sentadas quanto as realizadas de pé, são ferramentas de valor inenarrável na vida dos idosos, no seu bem estar físico, psíquico, social e espiritual. Ao trabalhar com a gerontopsicomotricidade e com a Dança Sênior estamos ampliando as estratégias relacionales do idoso dando -lhe condições para fortalecer sua imagem corporal e ajudando na construção de sua auto-estima.
No embalo da dança me comunico, me encontro, te encontro e juntos nos impregnamos dos mais belos sentimentos, dos mais harmoniosos movimentos.
Sonia Onofri
Fonoaudióloga e Dirigente Habilitada de Dança Sênior/MG
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A Utilização do Tempo no Plano de Aula
Com a finalidade de planejar, acompanhar, avaliar e replanejar a prática pedagógica do processo sócio-educativo em geral e de modo especial a prática educativa do processo "ensino-aprendizagem" da Dança Sênior e Gerontoativação, apresentamos o modelo-sugestão do Plano de Aula, Plano de Curso, ou Plano de Ação, elaborados por mim a título de colaboração.
O ponto de partida é o diagnóstico das necessidades biopsicofisicossociais dos beneficiários e das condições "espaço-temporais" disponíveis.
Após análise criteriosa dos dados obtidos é possível definir os objetivos gerais, os objetivos específicos, as metas pretendidas e quais conteúdos programáticos da grade curricular vamos trabalhar, para quem e em qual prazo (curto, médio ou
Plano de aula
(esquema-sugestão)
Por Maria Nilda Demasi Yalmanian
Professora de Educação Física e Dirigente Habilitada de Dança Sênior/SP
Justificativa: (Histórico/Situação)
Duração: aproximadamente 50 minutos
Objetivo geral: O que se pretende de modo geral
Objetivo específico: O que se pretende trabalhar de modo específico
Exemplo:
Objetivo geral: Promover a melhoria da qualidade de vida doa pessoa idosa.
Objetivo específico: Desenvolver atividades físicas prático-pedagógicas de acordo com as necessidades biopsicofisicossociais dos beneficiários.
Para melhor desempenho e resultados favoráveis na consecução dos objetivos propostos no plano de aula, o tempo estabelecido é variável
E pode ser determinado e equacionado de acordo com a situação histórica e com as necessidades e as possibilidades dos beneficiários.
Para facilitar a aplicação dos conteúdos programáticos o Plano de Aula pode ser equacionado em três momentos:
1a parte: aproximadamente 8 minutos
2ª parte: aproximadamente 34 minutos
3ª parte: aproximadamente 8 minutos
A primeira parte (8 minutos) é a inicial e pode ser dividida em dois momentos:
1. Interação Dirigente/Grupo: cumprimentos e auto apresentação do dirigente e das pessoas envolvidas.
Duração: aproximadamente 3 minutos
2. Aquecimento: momento para prepara o organismo para a prática subseqüente.
Duração: aproximadamente 5 minutos.
A segunda parte é o ponto alto da aula. É o momento para desenvolver o objetivo específico da aula, em curva ascendente, e pode ser equacionado em quantas partes se fizer necessário, pois depende do grau de dificuldade das atividades propostas no plano.
Duração: aproximadamente 34 minutos (exemplo: três atividades = 12’+12’+10’).
A terceira parte é o encerramento da aula. É o momento em que o organismo deve retornar ao seu estado de repouso, em curva descendente.
Tem duração de aproximadamente 8 minutos (4’+3’+1’) e pode ser dividida em três momentos:
1. Momento de praticar atividades relaxantes e descontraídas;
2.Avaliação: Dirigente/Grupo, com objetivo de recolher subsídios para replanejar.
3.Considerações finais: Palavras de incentivo, agradecimento e despedida.
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Comprometimento Cognitivo Leve – CCL
Definição: É um estado transitório entre o envelhecimento cognitivo normal e a demência leve. A pessoa apresenta perda de memória, no entanto esta condição clínica não satisfaz os critérios para a Doença de Alzheimer provável, uma vez que o déficit não compromete o desempenho do indivíduo em atividades da vida diária (A.V.D.).
Como identificar? Para a identificação e monitoramento de pessoas com C.C.L. recomendam a utilização de instrumentos de rastreio (mini-exame do estado mental), instrumentos cognitivos breves, baterias neuropsicológicas e entrevistas estruturadas. A avaliação neuropsicológica auxilia na diferenciação primária entre demência, comprometimento cognitivo leve, distúrbios psiquiátricos (por exemplo, depressão) e outras síndromes neuropsicológicas focais, tais como amnésia, apraxia, agnosias, etc. É útil ainda, no rastreamento de indivíduos com maior probabilidade de apresentar demência.
A evolução A memória de evocação apresenta declínio, comprovado em testes. Outras áreas da memória estão preservadas, como vocabulário, manejo de aparelhos e definição de conceitos. A história do paciente pode ajudar no detalhamento da queixa de perda de memória e se ocorrer isolamento ou em conjunto com outras alterações cognitivas, deve-se questionar sobre as A.V.D.s, como se controla o seu dinheiro, em localizar-se em ambientes diferentes de sua casa, em encontrar palavras corriqueiras, em manter passatempos como leituras e jogos e em manusear aparelhos eletrodomésticos. O uso de polifarmácia principalmente benzodiazepínicos, neurolépticos e antidepressivos pode provocar alteração de memória devido à dificuldade de atenção. Outra possibilidade para queixa de memória é alteração de afeto, como a depressão. Estudos epidemiológicos mostram que idosos com declínio da capacidade cognitiva apresentam maior risco de desenvolver doença de Alzheimer (D.A.), em particular aqueles com déficit de memória episódica. Sistema de memória utilizado para lembrar experiências pessoais vividas em um contexto próprio, como eventos ocorridos. Ex: telefonema de um amigo, jantar da noite passada, lista de itens de supermercado.
Tratamento Farmacológico O tratamento farmacológico depende do diagnóstico de sua causa .Devido à grande variação de sintomas apresentados o tratamento exige uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar com médicos, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas voltados no sentido de dar ao paciente e a seus familiares melhor elucidação de como lidar com o paciente em casa.
Tratamento Não-Farmacológico A Dança Sênior vem sendo utilizada como um método de grande valia na estimulação da cognição em pacientes com CCL, alem de propiciar melhor socialização e integração com a realidade. Nós, por natureza, somos seres rítmicos, e uma memória que permanece por muito tempo é a memória musical, pois a música e a dança conseguem transmitir em um só elemento razão e emoção que ficam registrados em uma determinada fase da nossa vid.a Com as coreografias da Dança Sênior estimulamos a percepção, o raciocínio, a concentração, o ânimo e outros fatores que em conjunto irão propiciar uma melhor qualidade de vida ao praticante. Acreditamos que a música e dança nas instituições de saúde são necessárias para a preservação da linguagem para os idosos em processos efetivos de comunicação, alem de estimular a cognição fato que será estudado por um grupo de profissionais da área de saúde durante o Curso de Especialização em Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar da UFF (Universidade Federal Fluminense) em 2010.
Marcio Goiabeira Sousa – Fisioterapeuta, Ministrante Habilitado de Dança Sênior AB Idealizador da pesquisa - UFF
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Sobre Dança Sênior® e as “Danças Sentadas”
A Dança Sênior® é uma modalidade de dança (quase sempre em roda) que inclui em seu repertório coreografias baseadas em danças folclóricas de diversos povos e em danças de salão adaptadas para pessoas idosas com ou sem limitações.
Embora tenha sido criada para pessoas de idade mais avançada, pelos diversos benefícios que traz e por trabalhar com vasto repertório de coreografias (desde danças simples com as pessoas sentadas – as chamadas “danças sentadas” -, até danças bem mais elaboradas – com as pessoas em pé), a Dança Sênior foi ampliando o seu público. Hoje, é praticada em vários países e por pessoas das diversas faixas etárias, sendo utilizada, inclusive, para a prevenção de alguns males comuns ao avançar da idade.
Benefícios da Dança Sênior
A certeza de que a Dança Sênior significa um recurso valioso para um envelhecimento saudável vem principalmente do retorno de pessoas que a praticam, conforme depoimentos sobre avanços e satisfação nos aspectos físicos, mentais e sociais, e, sobretudo, no que diz respeito ao desenvolvimento da auto-estima.
Os depoimentos sobre o retorno positivo advindo da prática da Dança Sênior vêm também dos familiares e amigos das pessoas que a praticam ou mesmo dos profissionais que trabalham junto a elas. Freqüentemente, ouvem-se depoimentos sobre melhoras em casos de doenças como mal de Parkinson (a Vice-presidente da Associação Brasileira de Parkinson, Senhora Clara Nakagawa, é dirigente de Dança Sênior), Alzheimer e em muitos casos de depressão.
Os profissionais da área da saúde vêm cada vez mais reconhecendo a Dança Sênior como um grande recurso. Médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros têm participado de cursos de Dança Sênior e buscado o desenvolvimento de estudos que possam comprovar cientificamente os efeitos benéficos dessa atividade.Segundo Elizabeth Lospenato Bastos (fisioterapeuta, dirigente e ministrante da Dança Sênior no Rio de Janeiro e Vice-coordenadora Nacional da DS), as “Danças Sentadas” (denominação dada às danças com as pessoas sentadas), que são de domínio da Dança Sênior, proporcionam, de forma lúdica, os seguintes benefícios:
- - Ativação da mobilidade.
- - Ativação neuro-muscular.
- - Ativação de funções corticais superiores como: memória, compreensão, capacidade de aprendizagem, linguagem, pensamento e julgamento.
- - Estímulo de funções como orientação temporal e espacial, lateralidade, coordenação motora, movimentos globais e movimentos finos.
- - Pelo trabalho em grupo promovem integração social, estimulando a compreensão do outro e o sentimento de solidariedade.
- - Através da música, favorecem suave ativação emocional, despertando o prazer da expressão cinética.
Rosângela Maria Pessoa Dutra
Terapeuta Ocupacional (B H/ MG)
Especialista em Geriatria e Gerontologia pelo InIA
(International Institute of Aging) da Universidade de Malta
Coordenadora 4a Regional da Dança Sênior
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Análise dos resultados de qualidade de vida em idosos praticantes
de Dança Sênior através do SF-36
(Analysis of quality of life results by using the SF-36 among elderly persons practicing Senior Dance)
RESUMO
O objetivo da pesquisa foi avaliar o impacto da prática da Dança Sênior na saúde de idosos,
através da aplicação do questionário de qualidade de vida SF-36.Foram selecionados 103 indivíduos com idade mínima de 60 anos e alfabetizados, que participaram da Dança Sênior durante quatro meses com freqüência semanal e duração de 60 minutos. O questionário
foi aplicado no início e no final das participações. Através da análise estatística de probabilidade do teste não-paramétrico de Wilcoxon, observamos que há aumento significativo do score em todos os componentes avaliados pelo SF-36 (p < 0,001) comparados os momentos inicial e final da participação da Dança Sênior.
Baseado nos parâmetros avaliados pelo SF-36, concluímos que a Dança Sênior mostrou-se eficiente como possibilidade terapêutica na melhora da qualidade de vida dos idosos.
CONCLUSÃO
Baseado nos parâmetros avaliados pelo SF-36, concluímos que a Dança Sênior mostrou-se eficientcomo possibilidade terapêutica na melhora da qualidade de vida dos idosos.
Autoras:
Luciane Criado de Oliveira (Fisioterapeuta) -
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Ercília Aparecida Pivoto (Fisioterapeuta) -
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Patrícia Canteruccio Pontes Vianna (Médica Fisiatra)
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A Prática da Dança Sênior e o Desempenho dos Idosos nas Atividades Instrumentais de Vida Diária
Monografia de conclusão do Curso de Especialização em Gerontologia e geriatria Interdisciplinar do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal Fluminense
Áurea Regina da Silva Niterói - 2009
Resumo: O objetivo deste estudo foi observar se os exercícios praticados na Dança Sênior contribuem para a melhora do desempenho dos idoso na realização das atividades instrumentais da vida diária, bem como na qualidade de vida. Trata-se de uma pesquisa de campo, de natureza quantitativa, realizada com 30 idosos integrantes de um grupo de Dança Sênior, com idade igual ou superior a 60 (sessenta ) anos, obedecendo-se à definição cronológica de envelhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Na coleta de dados foram aplicadas a Escala de Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) de Lawton e a WHOQOL-OLD, de qualidade de vida, da Organização Mundial de Saúde, em dois momentos: no início da pesquisa e ao final de seis meses de prática de Dança Sênior. Os resultados foram organizados pela contagem das freqüências das respostas, expostas em tabelas e convertidas em porcentagem.
Conclusão:
Conceituar e avaliar qualidade de vida não é tarefa fácil, em virtude da complexidade das variáveis envolvidas na questão. Entretanto, devido à importância do tema, esta pesquisa tornou-se um grande desafio na busca de novos instrumentos que possam levar a um envelhecimento saudável e bem-sucedido. Reconhecendo a necessidade de estudos que possibilitem a abordagem da capacidade funcional e da melhora da qualidade de vida, inclusive em relação à Dança Sênior, cujo lema é “mais vida aos anos”, concluo que esta revelou ser, nesse seis meses de pesquisa, um importante recurso na promoção da saúde e bem-estar da pessoa idosa.
Para obter a versão integral deste trabalho, entre em contato com a autora pelo e-mail:
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