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15 anos de história PDF Imprimir E-mail

A Dança Sênior no Brasil:

Do Sul e Sudeste rumo ao Centro-Oeste e Nordeste.

(Texto publicado na "Revista 15 anos" em 2008)


Nas dependências da ACM (Associação Cristã de Moços) de São Paulo, em 1978 (30 anos atrás!), a Dança Sênior foi apresentada pela primeira vez aos brasileiros por Christel Weber. Formada dirigente pela Bundesverband Seniorentanz (Associação de Dança Sênior da Alemanha), Christel chegara ao Brasil algum tempo antes acompanhando o marido que aqui viera trabalhar.
Já no ano seguinte ela criava, com o apoio do Pastor Johannes Schupp da Igreja Luterana de Nova Friburgo, cidade onde havia se instalado, o primeiro grupo de Dança Sênior no Brasil: o “Grupo das Luteranas”, que continua ativo até hoje. Neste primeiro grupo as aulas eram ainda conduzidas em alemão, uma vez que todas as senhoras dominavam o idioma, o que deve ter sido de grande ajuda para Christel na época.

 

Christel e o Grupo das Luteranas divulgaram a Dança Sênior, ainda chamada “Dança para Veteranos”, fazendo várias apresentações. Uma delas, diz-se, fez tanto sucesso que foi notícia até no jornal alemão “Deutsche Zeiting”.
 Neste mesmo ano, declarado “Ano Internacional do Idoso”, a questão do envelhecimento e conseqüentemente a preocupação com a pessoa idosa, ganharam espaço na mídia brasileira e simultaneamente a Dança Sênior começou seu lento, porém sólido desenvolvimento entre nós.

Christel Weber


Ainda graças à divulgação promovida pelo “Grupo das Luteranas”, a OASE (Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas), que, aliás, já havia incentivado a criação deste primeiro grupo em Nova Friburgo, convidou Christel, por intermédio da Sra Gisela Sandri, para participar do 2o Simpósio de Dirigentes de Instituições de Idosos e Similares da IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil) em Curitiba, onde ela conheceu então o Pastor Hans Burger, Diretor da Instituição Bethesda, de Pirabeiraba que a partir de então passou a dar o apoio e as condições necessárias para que Christel pudesse realizar o sonho de espalhar a Dança Sênior pelo Brasil.
Graças a este apoio, em 1982 Christel realizou em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, na Casa Matriz das Diaconisas, o 1o Curso da ainda “Dança para Veteranos” que contou com 28 participantes, entre os quais estavam Elisabeth Schiemann, Emília Zimmermann e Vilma Reinard, todas de Pirabeiraba, Santa Catarina, sendo esta última funcionária do Ancianato Bethesda, onde logo foi implantada a dança.
Anos mais tarde, quando Vilma precisou ausentar-se por motivo de viagem de estudos, Regina Krauser, Diretora do Ancianato Bethesda que de forma autodidata já trabalhava com exercícios para idosos (precursores do que hoje conhecemos como grontoativação) assumiu o grupo de Dança Sênior. Desta forma o grupo “Mensageiros do Bethesda” passou também a divulgar a DS na região sul, o que acabou conduzindo à realização de outros cursos desta dança (que hoje provavelmente denominaríamos de oficinas com fornecimento de material), que foram dirigidos por Regina no SESC de Joinville em 1989, em Jaraguá do Sul e Porto União em 1990 e, em 1991, com novo modelo, em São Bento do Sul. Apesar de todo este trabalho, Regina ainda não havia conhecido pessoalmente Christel Weber e nem mesmo participado de um curso desta dança, que aprendera com Vilma no Ancianato Bethesda e desenvolvera com ajuda de material vindo da Alemanha.                                                             
Enquanto isso na região sudeste, dando continuidade a seu projeto, Christel já havia introduzido a “Dança Sênior” num outro grupo já existente em Nova Friburgo, o “Grupo de Promoção Humana”, além de ter dançado também com meninas dos orfanatos Madre Roseli e Lar Geiser. Em 1983 Christel realizou em Nova Friburgo o primeiro Curso de Dança Sênior do Sudeste do qual participou, entre outras pessoas, Solange Bastos. Pouco tempo depois Solange assumia o grupo da “Promoção Humana” que acompanha até hoje. Foi também graças a ela que a Dança Sênior sobreviveu no Sudeste (por muitos anos com apenas uma fita cassete, deste curso) porque em março deste mesmo ano Christel despediu-se temporariamente do Brasil para acompanhar seu marido, Sr Joachim Weber, que fora transferido para o México. Partiu triste imaginando que todo o trabalho desenvolvido até então seria interrompido e que seu sonho acabaria ali.
Mas qual não foi sua surpresa, relatou mais tarde, quando, ao regressar em 1988 para São Paulo constatou que as sementes plantadas em São Leopoldo, Nova Friburgo e Pirabeiraba tinham frutificado e que pelas mãos do Pastor Hans, de Hannelore Weber, Lílian Comerlato, Vilma Reinar, Regina Krauser e Solange Bastos, a Dança Sênior florescia.
Mas e Annemarie Dorsett, que participação teve na determinação dos caminhos da Dança Sênior? Esta é uma outra história que merece ser contada.  Também alemã (é claro, uma vez que a Alemanha é o berço da Dança Sênior), formada dirigente e tendo fundado e dirigido diversos grupos, ela veio ao Brasil em 1989 realizar o sonho de conhecer o Rio de Janeiro. Porém, num Seminário de atividades culturais onde representou a Dança Sênior, foi convidada a conhecer também a região sul do país e apaixonou-se por Pomerode. Tanto que já no ano seguinte, 1990, mudava-se definitivamente para lá. Nesta época ela descobriu a Dança Sênior em Pirabeiraba onde conheceu o Pastor Hans e Regina. E foi ela, como veremos a seguir quem estabeleceu novo contato com Christel. No início de 1991 ela leu num jornal de língua alemã que também havia Dança Sênior em São Paulo, dirigida (também é claro) por Christel Weber. Tentou um encontro que acabou por não se realizar, mas não desistiu e, por ocasião da Assembléia da Federação Luterana Mundial em 1991 em Curitiba, (de novo!), ela e Regina finalmente puderam conhecer Christel.  Desde então ela vem, com seu jeito alegre e contagiante animando e incentivando todo trabalho da Dança Sênior.

Paralelamente a este caminho e aproximadamente na mesma época em que Christel trabalhava para difundir a DS a partir do Sudeste com apoio de Pirabeiraba, no Rio Grande do Sul uma outra senhora alemã, Hannelore Weber, também formada pela Dança Sênior da Alemanha, tinha começado a desenvolver a mesma dança para idosos nas comunidades luteranas, posteriormente também dando início à preparação de outros dirigentes. Esta preparação ocorria num sistema de etapas sempre em encontros noturnos durante várias semanas. No RGS, SC e até mesmo no Paraná diversas pessoas participaram deste movimento, sendo Lílian Comerlato a mais conhecida por nós. Apaixonada pela DS, ela acabou por unir seus esforços ao grupo desenvolvido por Christel cujo objetivo era criar a ‘Associação Dança Sênior’ e elaborar uma estrutura de cursos.
Ao retornar para Nova Friburgo, em 1993, Christel traduziu para o português as coreografias e todo o material didático. O grupo formado até então reuniu seus esforços e, em 18 de novembro de 1993 a Associação Dança Sênior foi criada durante sua 1a Convenção com a participação de 23 dirigentes como seus fundadores. Sob a orientação do Pastor Hans Burger foi definido o regulamento e eleita a primeira diretoria, tendo Christel Weber como Presidenta Honorária e Conselheira, como Presidenta Regina Krauser, Vice-Presidenta Sieglinde Ihle, Secretária Mathilde Moreira, Vice Secretária Renilda Gonçalves Costa, Tesoureira Mônica Kormann e Vice-Tesoureira Lourdes Malbourg. Pastor Hans Burger e Annemarie Dorsett receberam o título de Associados Beneméritos e Conselheiros tendo, como Christel, direito a voto nas reuniões da Diretoria.
Com a Associação criada e a estrutura de cursos estabelecida, o grupo começou a ministrar cursos, pois sem novos dirigentes e ministrantes, acreditavam, a Dança Sênior não iria crescer.  Então, em1996 foi habilitada a primeira turma de dirigentes de Dança Sênior no Brasil, da qual fizeram parte Elisabeth Mülhaussen, Lílian Comerlato, Sueli Kasten, Ursula Pohfal, Pastor Hans, colocar os e Regina Krauser que imediatamente após sua própria habilitação, por ser presidenta da Associação, foi colocada como assistente na banca examinadora que era composta por Christel Weber e Annemarie Dorsett. Também, com a experiência que já havia adquirido após tantos anos de trabalho divulgando a Dança Sênior, inclusive ministrando cursos, ela já estava mesmo mais do que preparada.

A 1a turma de Dirigentes Habilitados no Brasil


Ainda na região sul, onde o processo estava mais adiantado, já no ano seguinte, 1997, uma nova turma foi habilitada. Neste mesmo ano Elisabeth Mullhausen, Ursula Pohfal, Sueli Kasten e Mathilde Moura foram indicadas novas ministrantes.

       Regina Krause, Pastor Hans Burger, Sueli Kasten,Verônica Langhor  e Elisabeth Mullhausen.

 Enquanto isso no Sudeste, continuando seu trabalho solitário de divulgação e expansão da DS, Christel realizou em 1993, em Nova Friburgo, um novo curso Básico do qual participaram Maria das Dores Figueiredo, a Dorinha, de Belo Horizonte e, também de Minas Gerais, da cidade de Ipatinga, Catulino Nunes com sua filha Elaine de apenas 16 anos, além de Therezinha Costa, Maria das Dores Silva ,  e Gisélia (in memorian),todas enviadas por ele para introduzirem a DS no MOPI (Movimento da Terceira Idade de Ipatinga) do qual ele era membro da Diretoria. Participaram também deste curso Solange Bastos, de Nova Friburgo que aproveitou a oportunidade para reciclar, Nara klüppel, também de Nova Friburgo, que já trabalhava com as Danças Circulares sagradas e Marli Tavares de Teresópolis. Logo em seguida Christel realizou um outro curso em Teresópolis, a convite de Marli Tavares do qual participaram Nara e Dorinha fazendo “reciclagem”.
 Em 1995 foi a vez do primeiro Curso Básico no Rio de Janeiro, que Christel realizou no SESC de Ramos e do qual participaram entre outros, Ednê Athayde, Leonora Oliveira e eu, Elizabeth Bastos. Ednê fazia parte do grupo de idosos do Sesc de Ramos e foi o único dos que participaram que continuou e terminou toda a formação, tendo atuado como dirigente de DS deste grupo por mais de 10 anos. Leonora, que ficara sabendo do curso no próprio SESC, juntamente com a amiga Judith, participou não apenas daquele Básico, mas de toda a formação até a habilitação. E eu, Beth, que havia recebido o convite por intermédio da assistente social da instituição de longa permanência em que trabalhava na ocasião e tinha ficado curiosa e interessada nas “danças sentadas” , decidi conferir, participei do curso e não abandonei mais a Dança Sênior. Para nós três foi “amor à primeira vista” que promoveu um envolvimento crescente, modificando positivamente o rumo de nossas vidas.
Também é importante ressaltar a visita, durante uma das aulas deste curso, que foi feito em duas etapas, com duração de dois finais de semana, do Sr Gunther Huse, gerente do Retiro Humboldt.  O Sr Huse havia tomado conhecimento deste curso por meio de um anúncio de jornal e juntamente com sua esposa, foi conhecer Christel. Aí foi realizado o primeiro contato entre eles que futuramente iria render uma saudável parceria entre a DS e o Retiro Humboldt, que desde então passou a sediar todos os cursos da Dança Sênior no Rio de Janeiro, tornando-se praticamente não apenas a sede dos cursos, mas também local de encontro e treinamento dos primeiros e de muitos outros dirigentes do Rio de Janeiro, muitos dos quais até hoje se reúnem mensalmente para dançar e treinar.   
Na seqüência da formação, durante os cursos Progressivo I e II que foram realizados em Nova Friburgo, juntaram-se a este grupo que chegaria à Habilitação, mais duas futuras dirigentes. A primeira era a Professora de Educação Física Maria José Pessanha que havia realizado sua formação em Pirabeiraba, e a segunda Helena Sombrio, de Nova Friburgo, cidade onde Christel havia voltado a morar, e que não apenas havia sido escolhida a dedo, mas também “laçada” por Christel para ser preparada para assumir seu posto uma vez que àquela altura Christel já pensava no retorno à Alemanha num futuro não muito longínquo. Por este motivo Helena começou sua formação já no Progressivo I e fez o Básico com aulas particulares de Christel (que luxo, não?) que a preparou cuidadosamente para a posição que deveria futuramente assumir.                                                            Helena Sombrio


Assim, em fevereiro de 1998, tendo Christel Weber, Regina Krauser e Verônica Langhor compondo a banca examinadora, foi habilitada a primeira turma de dirigentes do Sudeste, composta por Ednê Athayde, Elaine, Elizabeth Lospenato Bastos, Gisélia(in memorian), Helena Sombrio, Leonora Oliveira, Maria das Dores Figueiredo, Maria das Dores, Maria José Pessanha, Marli Tavares, Nara Klupell, Solange Bastos e Terezinha.
Mais uma etapa fora vencida e Christel agora não estava mais sozinha: Helena passou a trabalhar em dupla com Christel e eu logo fui convidada a atuar como assistente, de  forma que quando partiu, voltando definitivamente para a Alemanha,  sua terra natal, Christel deixou uma bem preparada dupla de ministrantes no Sudeste que trabalhou de forma entusiasmada, dinâmica e harmoniosa durante vários anos. Considero muita sorte a possibilidade de ter trabalhado com Helena Sombrio que é uma excelente ministrante, com quem aprendi muito.
Mas a roda da vida gira, trazendo mudanças e assim, infelizmente para mim e para outros ministrantes que não tiveram a oportunidade de tê-la como parceira, por circunstâncias de sua vida pessoal, Helena precisou progressivamente ir se afastando da ministração de cursos. Primeiro deixou a ministração dos módulos, depois do Básico e assim sucessivamente até deixar também de ministrar os encontros de Dirigentes e, finalmente deixar também Nova Friburgo e a Região Sudeste, onde deixou muitas saudades, transferindo-se para Santa Catarina onde mora atualmente. Então Leonora Oliveira foi indicada para formar comigo a nova dupla de ministrantes do RJ. Eu e Leonora, trabalhamos em parceria no Sudeste por algum tempo até a indicação de, Enilda Ribeiro (pela Coordenação Regional) e mais tarde de Nara de Nova Friburgo e Ednê Athayde e Rita de Souza (pela Sede) para novos ministrantes. Estava desta forma formada a equipe de ministrantes do Rio de Janeiro que atua no momento na Regional 3 que tem Rita de Souza como  sua terceira Coordenadora Regional ( a primeira tendo sido Helena Sombrio que ao tornar-se Vice-coordenadora Nacional passou o cargo por indicação à Elizabeth Bastos que por sua vez ao tornar-se Vice-coordenadora Nacional abriu espaço para Rita por indicação da Regional com eleição na Convenção).
Em Belo Horizonte Dorinha continuou sozinha, atuando com ministrantes de outros estados e cidades como Helena, Terezinha e eu até a habilitação da segunda turma de dirigentes do Sudeste, ainda realizada no Rio de Janeiro, que lhe deram como parceiros  Rosângela Dutra,  Raphael e Clélia Pelizzari e, da terceira turma de habilitação do Sudeste, ainda no RJ, Regina S. de Morais que foram indicados ministrantes em Minas Gerais. Neste estado foram até agora realizados três exames de Habilitação: dois em Belo Horizonte e um em Ipatinga.
Ainda fazendo parte da história da DS em Belo Horizonte, Dorinha tornou-se a primeira Coordenadora Regional de MG e posteriormente também Vice-coordendora Nacional, ocasião em que Rosângela assumiu o cargo de Coordenadora Regional que ocupa até hoje. Devido ao fato de Dorinha ter solicitado temporariamente afastamento da função de ministrante, Rosângela passou a assumir também a coordenação de cursos em MG, juntamente com a Coordenação Regional.
Em Ipatinga Terezinha e Elaine foram designadas ministrantes e, após a ida de Elaine para o exterior e o falecimento da querida Gisélia, Maria das Dores foi também designada ministrante.                                      

Em São Paulo, Judith Ueno                                                  Judith Toyoko Ueno 

também habilitada em 2001, no RJ, pela segunda turma do Sudeste, organizou inúmeros cursos para diferentes duplas de ministrantes (entre elas Elisabeth Mülhaussen e Leonora Oliveira) até tornar-se a primeira ministrante de São Paulo formando, em parceria comigo, a primeira turma de dirigentes habilitados de São Paulo de cuja  banca examinadora, formada por Regina, Pastor  Hans e eu, participou como assistente.Alguns dirigentes desta primeira turma de habilitados, principalmente Clara, Maria Lúcia, Malu, Reinildo, Shiomi e Luzia, passaram a colaborar ativamente na realização dos cursos em São Paulo   que agora  começam a lhe proporcionar os ministrantes locais, tendo sido a primeira designada, a Dirigente  Maria Lúcia Lagonegro.
Continuando o desenvolvimento da DS pelo país, com o apoio de Lílian Comerlato , foi habilitada a primeira turma de dirigentes de DS no Rio Grande do Sul, formada pelos cursos ministrados por Regina, Pastor e Sueli.
No sul e no sudeste diversas outros dirigentes foram habilitadas e agora, há bem pouco tempo, mais duas turmas, em dois novos estados chegaram à Habilitação.
 A primeira, em Outubro/08 graças aos esforços de Sachiko Tamaki que, ao mudar-se para Mato Grosso tomou para si a incumbência de divulgar e difundir a DS neste estado. Trabalhou muito e com a ajuda de diversos ministrantes, principalmente de Waltraut Kliwer , levou um grupo de oito dirigentes à Habilitação, da qual fez parte como membro da banca examinadora  juntamente com Pastor Hans e Regina Krause.
A  outra  Habilitação aconteceu Novembro em Brasília, Distrito Federal, onde Rosângela Dutra ajudou Dalair  Neto  a divulgar e desenvolver a DS  deste o primeiro momento. Rosângela ministrou o Curso Básico com Dorinha e deu continuidade à formação desta turma em parceria comigo, Elizabeth Bastos, que tive a oportunidade (e o orgulho) de participar da banca examinadora da Habilitação, juntamente com ela e Regina Krause.
 Ainda como desdobramento dos cursos em Brasília, a DS chegou também à Fortaleza, no Ceará, graças a Dalci, irmã de Dalair que fez sua formação em Brasília. Encantada com a dança, Dalci divulgou e realizou o primeiro curso Básico de DS no Nordeste, com ajuda de Fátima, sua amiga, envolvida com o atendimento à pessoa idosa em Fortaleza , ministrado pela dupla Rosângela/ Beth.
A DS chegou também em Goiás, onde Rosângela e eu, a seu convite, realizamos dois cursos, um Básico e um módulo de danças sentadas, na Vila de São Cotolengo com o apoio, divulgação e organização de profissionais locais.
Pronto! Terminei a tarefa de “alinhavar” os retalhos de nossa história que consegui recolher, inicialmente em âmbito nacional e em seguida relacionada principalmente à Região Sudeste na qual me encontro. Muitos destes “retalhos foram garimpados dos diversos artigos de nossa “Revista 10 anos” e re-arrumados em ordem cronológica. Outros foram obtidos por meio de conversas, perguntas, lembranças e pelo exercício da memória. Sem medo de ter cometido alguns enganos, espero ter contribuído para esclarecer um pouco desta história que é de todos nós. É meu desejo que outros, principalmente em relação à região sul cuja história não relatei por não conhecer de perto, venham também dar sua contribuição corrigindo os possíveis erros e acrescentando outros fatos, detalhes e suas próprias trajetórias. Afinal quem escreve nossa história somos nós e, portanto, quem melhor do que nós mesmos para contá-la?
Hoje, ao passar para o papel esta história pude perceber o “risco do bordado” que Christel, ajudada por Regina e Pastor, havia traçado para a Dança Sênior no Brasil e que conseguiu realizar, com o apoio de todas as coloridas “linhas” e “fios” pioneiros que acreditaram naquele ideal, fazendo-o, cada um, seu ideal também.
 Assim se realizou um “sonho”.
 Mas percebi também que as primeiras etapas foram vencidas com muito sucesso, e tanto, que atualmente há uma grande diversidade de caminhos abertos para a divulgação, em nosso enorme país, desta prática que tanta transformação e alegria vem trazendo à vida das pessoas.

                                        Regina Krause, Christel Weber e o Cônsul Geral da Alemanha

Parabéns Christel, Hannelore, Annemarie, Pastor Hans, Regina, e todos os demais dirigentes habilitados, ministrantes e colaboradores, enfim, todos nós, que, como elos, fomos nos unindo à corrente e “escola” Dança Sênior em sua caminhada.Hoje somos um belo e forte grupo que tem uma missão a cumprir.
 E juntos, de mãos dadas nesta grande roda que é a “Dança Sênior” percebemos a força da união que pode conduzir cada vez mais ao sucesso desta empreitada em prol de um envelhecimento bem sucedido e de uma velhice feliz.
Parabéns, "Dança Sênior", pelas conquistas alcançadas nestes 15 anos!

                                                                      Elizabeth Lospenato Bastos / RJ

 

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